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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Copom e o Futuro do Seu Dinheiro: Por Que 15% Não é o Fim da Linha

 

O Copom e o Futuro do Seu Dinheiro: Por Que 15% Não é o Fim da Linha

​Olá, amigos e investidores,

​Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) tomou uma decisão que já era aguardada por muitos de nós: a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. Como analista, acompanho de perto esses movimentos, e o que vimos neste último comunicado não foi apenas um número parado, mas uma mensagem clara sobre o que esperar para 2026.



​O Cenário Atual: Por que os juros não caíram agora?

​Ainda vivemos um cenário onde o Banco Central precisa ser "persistentemente conservador". Embora a inflação esteja mostrando sinais de melhora, as projeções para 2027 ainda estão levemente acima da meta de 3%.

​O recado foi direto: o Banco Central está ganhando confiança, mas não quer correr riscos. A manutenção da taxa em um nível restritivo serve para reequilibrar nossa economia após anos de crescimento forte.

​O que esperar para 2026: A luz no fim do túnel

​A grande pergunta que recebo é: "Quando os juros começam a cair?". Olhando para os dados e para o comportamento do mercado, trabalhamos com uma perspectiva de início de cortes em março de 2025. A expectativa é que a Selic possa encerrar o próximo ano em torno de 12%.

​Estratégia de Investimento: Não fique preso ao passado

​Muitos investidores cometem o erro de acreditar que, com a Selic a 15%, o único caminho é o pós-fixado (CDI). Mas cuidado: 2025 nos mostrou que a diversificação é a alma do negócio. Praticamente todas as classes de ativos — como Bolsa e títulos indexados à inflação — tiveram momentos em que performaram melhor que o CDI.

​Para 2026, minha recomendação é:

  1. Mantenha o Pós-fixado como base, especialmente para perfis conservadores, para proteger contra a volatilidade.
  2. Olhe para os Prefixados e IPCA+: Se o ciclo de queda de juros for mais rápido do que o mercado espera, esses títulos podem entregar ganhos excelentes.
  3. Renda Variável com Cautela: Teremos um ano eleitoral pela frente, o que traz volatilidade, mas também oportunidades de "rallys" para quem souber calibrar a posição.

​Conclusão

​O ano de 2026 será de cautela, mas não de medo. A palavra de ordem é coragem estratégica. É o momento de diversificar com inteligência para proteger seu patrimônio e aproveitar a transição de ciclo que está por vir.

​Um forte abraço e bons investimentos!

José Maria Adilson Analista de Mercado





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