No debate eleitoral promovido pelo Grupo Bandeirantes no dia 9 de agosto entre o governador Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, os dois primeiros blocos abordaram os seguintes pontos centrais:
1º Bloco: Pergunta da Mediação e Confronto Direto
- Educação: Tarcísio de Freitas iniciou destacando a expansão do ensino técnico e das escolas em tempo integral em São Paulo, citando programas de formação docente como o Multiplica SP. Fernando Haddad rebateu os dados, sustentando que as escolas em tempo integral não avançaram no ritmo anunciado e que o estado recuou em rankings nacionais de avaliação educacional.
- Cracolândia e Segurança Pública: Tarcísio defendeu as operações contra o crime organizado e ações integradas no centro da capital. Haddad argumentou que a atenção aos dependentes químicos deve focar na saúde pública, cabendo às forças policiais e ao Ministério Público o combate estrito ao tráfico de drogas.
- Habitação e Relações Institucionais: Haddad criticou a condução das políticas habitacionais no centro de São Paulo e acusou o governador de omitir a cooperação do governo federal no setor. Tarcísio respondeu ressaltando os investimentos próprios do estado e questionou os parâmetros da cobrança.
2º Bloco: Perguntas dos Jornalistas
- Dinâmica do Bloco: Com duas perguntas direcionadas a cada candidato por jornalistas do Grupo Bandeirantes (com tempo fixo para respostas, comentários e réplicas).
- Privatizações e Gestão Estadual: Haddad focou em críticas aos processos de concessão e privatização de serviços públicos em São Paulo (como a Sabesp e linhas de trens/metrô), alegando transferência de serviços essenciais sem os devidos investimentos.
- Economia e Desempenho Fiscal: Tarcísio rebateu as críticas questionando a atuação e os resultados econômicos de Haddad em cargos federais, enfatizando a responsabilidade fiscal paulista e a atração de investimentos privados para o estado.
No último bloco de confronto livre, os candidatos voltaram a ter 20 minutos cada para gerenciar seus tempos de fala. Fernando Haddad iniciou fazendo as perguntas e os temas nacionais dominaram a discussão:
Padrinhos Políticos e Indicações de Governo:
Haddad questionou Tarcísio sobre a composição de seu secretariado e a presença de aliados ligados à família Bolsonaro no governo estadual, citando a permanência de Guilherme Derrite na Segurança Pública. Tarcísio defendeu o caráter técnico da equipe e afirmou não ter recebido indicações políticas diretas, reforçando seu sentimento de gratidão e lealdade a Jair Bolsonaro.
Relações Institucionais com Prefeituras:
Haddad criticou a presença do governo do Estado em cidades do interior e defendeu que o governador deveria ter um papel mais cooperativo com os prefeitos locais. Tarcísio rebateu, sustentando que a gestão estadual mantém presença constante em todo o interior e atua de forma republicana com os municípios.
Economia, Inflação e Âncora Fiscal:
Tarcísio direcionou críticas à gestão de Haddad no Ministério da Fazenda, apontando riscos de recessão e classificando o arcabouço fiscal como frouxo. Haddad defendeu os resultados econômicos do governo federal, destacando os índices de crescimento, geração de empregos e controle de indicadores fiscais.
Ao término do 3º bloco, cada candidato teve 2 minutos para suas mensagens finais ao eleitor paulista, seguindo a ordem definida pelas regras:
Tarcísio de Freitas: Ressaltou as entregas de sua gestão nas áreas de infraestrutura, atração de investimentos privados e avanço nos indicadores de segurança pública. Pediu a confiança do eleitorado para dar continuidade aos projetos em andamento no estado.
Fernando Haddad: Encerrou o debate enfatizando a necessidade de maior diálogo entre o governo paulista e a União, destacando propostas sociais voltadas à saúde, educação e proteção dos serviços públicos essenciais contra privatizações.
